30 outubro 2012

Novos benefícios e serviços aos trabalhadores rurais

O mês de setembro de 2012 tem sido um mês de muitas oportunidades oferecidas ao Sindicato que beneficiará os trabalhadores rurais. Veja o que chegou ate o sindicato e o que o sindicato irá fazer e fez para valorizar ainda mais o meio rural e facilitar a vida de seus associados, é muita coisa! 

Parceria com o IEF: Reunião no sindicato com os chefes da unidade de Divinópolis, Rodrigo e Geraldo Magela para concretizar conversas que já vinham acontecendo com intuito de celebrar um convenio entre ambas as partes: IEF, Sindioeste e Aprafad, onde o Sindicato a partir daí terá um novo funcionário que cuidará dos serviços ambientais, averbação de reserva, APP, reflorestamento, Bolsa Verde e outros. 

Microcrédito Orientado: O Sindicato e a Aprafad foram convidados a participar de uma reunião na superintendência do Banco do Brasil em Divinópolis, onde o assunto sobre microcrédito foi passado aos presentes, uma nova oportunidade de benefícios, uma alternativa financeira com juros muito baratos, vamos implantar este serviço. 

Pronaf: reunião no sindicato com a presença dos funcionários do Banco do Brasil que trata do assunto. Fernando Ramos e Watson estiveram no Sindicato para concretizar o convenio que já vinha sendo conversado. No convenio firmado nesta nova parceria o associado não mais precisará ir ao banco requerer o Pronaf, será feito no sindicato, o interessado irá ao banco apenas para assinar e retirar o recurso. 

Minha Casa Minha Vida Rural: Divulgações sobre o assunto estão sendo realizadas, nos dias 18, 19, 20 e 25 do mês de setembro foram feitas as inscrições dos trabalhadores rurais interessados. Para executar o programa o sindicato concretizou nesta sexta-feira dia 14 de setembro a contratação de uma assistente social que cuidará do assunto e outros trabalhos que serão desenvolvidos por esta profissional, os trabalhadores rurais terão um ganho muito grande com este novo serviço. Para o programa Minha Casa Minha Vida Rural o sindicato está trabalhando para buscar parceiros para ajudar na realização do projeto.

24 outubro 2012

A triste verdade sobre refrigerantes

Um projeto chamado "The Real Bears" (Os Ursos Verdadeiros) está sendo divulgado em todo o mundo com o objetivo de mostrar verdadeiros fatos sobre os refrigerantes. Segundo a pesquisa realizada pelo projeto, bebidas açucaradas são a fonte número um de calorias na dieta americana. Um terço da América está com excesso de peso e o outro terço com obesidade. As pessoas ainda estão engolindo o que as empresas de refrigerantes dizem estar vendendo, "A felicidade".

A pesquisa também provou uma relação direta entre o consumo de bebidas açucaradas e o aumento da obesidade, o que promove diabetes, doença cardíaca, derrame e outros problemas de saúde.

Assista o vídeo abaixo para entender melhor



Fatos sobre refrigerantes:

Verdades: 
  • Cada bebida açucarada consumida por dia aumenta a probabilidade de uma criança se tornar obesa em cerca de 60%. Bebidas açucaradas estão ligados a outros problemas de saúde também.
  • Cada refrigerante consumido por dia aumenta o risco de doenças cardíacas em 19% em homens.
  • Beber uma ou duas bebidas açucaradas por dia aumenta o risco de diabetes tipo 2 em 25%.
  • O diabetes pode levar à disfunção erétil.

Mentira: "Na Coca-Cola, sabemos que o nosso negócio só pode ser tão forte e sustentável e saudável como as comunidades que servimos. "
- Muhtar Kent,
Coca-Cola Presidente e CEO

Verdades: 
  • Os americanos consomem cerca de 38 quilos de açúcar nas bebidas açucaradas para cada ano.
  • A maioria das bebidas açucaradas são desprovidas de nutrição - vitaminas, minerais, proteínas, ou de fibras e contêm apenas calorias vazias.

Mentira: "A Coca-Cola é um excelente complemento para os hábitos de uma vida saudável. "
- Douglas Ivester,
O ex-presidente da Coca-Cola e CEO

Para saber mais acesse o site do projeto: therealbears.org
Ajude você também a divulgar essa verdade.


Divinópolis terá novo Plano Diretor

Divinópolis está passando por um momento ímpar em sua dinâmica sociopolítica: o processo de elaboração do Plano Diretor, cuja função social é garantir a prática da justiça social na primazia da qualidade de vida e do desenvolvimento econômico. 


O Plano Diretor é, de acordo com o Estatuto das Cidades, um instrumento importante na orientação política do desenvolvimento municipal, e visa estabelecer, ordenar, planejar e direcionar as prioridades do município frente ao seu crescimento populacional e expansão econômica, sob a ótica harmônica entre o urbano e o rural, ou seja, a cidade como um todo. O Plano Diretor é construído de forma coletiva na perspectiva da promoção social, do direito a uma cidade democrática e cidadã. 

A partir deste princípio, a APRAFAD, SINDIOESTE e agricultores familiares foram convidados a participarem de um momento relevante do processo de construção do Plano Diretor em Divinópolis, o encontro foi realizado no último dia 17 na FUNEDI.



O encontro iniciou com a fala do Presidente da FUNEDI, professor Gilson Soares, que explanou sobre a importância da construção de um Plano que contemplasse as emergências urbanas e rurais, com a finalidade de construir um município mais equânime em suas relações sociais.

A equipe, que direcionou o encontro, buscou escutar a realidade da agricultura familiar no município e compreender a atual dinâmica que se estabelece na relação entre o urbano e o rural. Além disso, questões como segurança alimentar e o CONSEA foram abordados pela equipe como aspectos singulares na edificação da valorização da agricultura familiar do município e de ações referentes no Cultivar/Nutrir/Educar.

Os representantes da APRAFAD, do SINDIOESTE e os agricultores familiares explanaram assuntos como produção de alimentos, PNAE, recursos naturais, associativismo, dentre outros. Os assuntos tangenciaram tanto os avanços alcançados quanto os desafios, e dentre eles a questão do incentivo para a permanência do homem no campo e para a prática da agricultura familiar.

No segundo momento, as atividades do encontro promoveram a construção de um painel lúdico com as percepções da cidade ideal e da cidade real – com seus pontos positivos e negativos. Diversos aspectos puderam ser apreciados e discutidos de maneira clara e objetiva, ressaltando a questão da terra, meio ambiente, sustentabilidade, chacreamentos, lazer rural.


Os aspectos apontados irão seguir para pauta de discussão para a elaboração do Plano Diretor, e a expectativa tangencia, a partir deste encontro, na concretização, materialização e na exequibilidade de propostaspara a obtenção de uma realidade municipal que defenda os direitos do urbano e do rural.

“Uma utopia é uma realidade em potência”
 Edouard Herriot
Sheila – Assitente social do SINDIOESTE

22 outubro 2012

Comida de menos ou comida demais?


Deu no jornal, na Semana Mundial da Alimentação: “Outro problema de país rico: o número de obesos cresce há seis anos. Saltou de 11,4%, em 2006, para 15,8% em 2011, segundo o Ministério da Saúde, que culpa os novos hábitos alimentares dos brasileiros por esse aumento” (O Globo, 16.10.12, p. 21).

Em sua última reunião, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) discutiu o Plano Intersetorial de Prevenção e Controle da Obesidade – Promovendo modos de vida e alimentação adequada e saudável para a população brasileira, proposta pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), que reúne 19 ministérios, sob coordenação do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e formulado com participação do Consea e da Organização Panamericana/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Na apresentação do plano diz-se o seguinte: “As pesquisas do Ministério da Saúde apontam que a cada ano a prevalência de obesidade, entre adultos brasileiros, cresce cerca de 0,8% ao ano. Ao todo são 75 milhões de brasileiros que já apresentam algum grau de sobrepeso e de obesidade, dentre eles 5,7 milhões de crianças entre 5 e 9 anos, o que representa 01 em cada 03 crianças nessa idade. A obesidade interfere na qualidade de vida do indivíduo e das coletividades, além de ser um forte fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como  diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. A determinação do sobrepeso e da obesidade é multifatorial e social. Está relacionada à má alimentação, aos modos de comer e de viver da atualidade e também, preponderandemente, ao sistema alimentar vigente no país”.

Em 2003, o presidente Lula colocou como prioridade máxima de seu governo o combate à fome e à miséria, lançando o Fome Zero. Em 2011, a presidenta Dilma lançou o Brasil Sem Miséria, para acabar com a extrema pobreza até o fim de 2014.

Agora, “o governo brasileiro, por meio da Caisan, apresenta um Plano Intersetorial para o enfrentamento deste cenário epidemiológico do sobrepeso e da obesidade, configurado como um problema social com dimensões morais e repercussões na saúde e na qualidade de vida do indivíduo, pautado em 6 grandes eixos de ação: 1. Disponibilidade e acesso a alimentos adequados e saudáveis; 2. Educação, comunicação e informação; 3. Promoção de modos de vida saudáveis nos ambientes/territórios; 4. Vigilância alimentar e nutricional e das práticas de atividade física da população; 5. Atenção integral à saúde do indivíduo com excesso de peso/obesidade; 6. Regulação e controle da qualidade e inocuidade dos alimentos”.

Completa-se assim um conjunto de programas, planos e ações, articulados com políticas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o incentivo à agricultura familiar, entre tantos outros. Em 2011, foi lançado o 1º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2012-2015, com diretrizes, objetivos e metas. Em breve será lançado o Planto Intersetorial de Prevenção e Controle da Obesidade e até março de 2013 deverão estar concluídos a Política e o Plano Nacionais de Agroecologia e Produção Orgânica.

A fome, que continua existindo no mundo e em função da crise econômica vem aumentando nos países ricos, o crescimento acelerado da obesidade, aparentemente contraditórios, são resultado de um mesmo projeto de desenvolvimento. São faces da mesma moeda, de valores baseados na desigualdade social e econômica, no consumismo desvairado, no descuidado com o planeta terra. Os alimentos produzidos são mais que suficientes para todos. São mal distribuídos, por um lado. Por outro, são apenas fonte de lucro. Felizmente, o Brasil está tomando outro caminho, fazendo políticas públicas com participação social. “País rico é país sem pobreza” é a prioridade do governo da presidenta Dilma.

Da minha parte, vou ter que tomar algumas providências. Nunca passei fome nem sou obeso. Mas aos 61, a barriguinha, a falta de cuidados alimentares, os poucos exercícios regulares como caminhadas – a bicicleta está parada em casa -, às vezes uns tragos a mais, trazem consequências e fazem seus estragos. Não custa nada cuidar-se, cuidando assim também dos que nos cercam, do meio ambiente e do futuro. E avisei aos manos Elma e Marino, que plantam hortifrutigranjeiros e os vendem na Feira do Produtor em Venâncio Aires: é hora de acabar com venenos nas verduras, frutas e legumes.

O amanhã não espera. Ele é feito por nós.

Selvino Heck é assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República e secretário executivo da Comissão de Agroecologia e Produção Orgânica