Depois do debate ontem no SESC com mais de 400 lideranças
dos Sindicatos de trabalhadores de Minas Gerais, onde estava presente o diretor
presidente da CONTAG Alberto, diretor de Formação da CONTAG Juraci e o
Presidente da CTB Nacional Wagner, houve uma reunião aqui em Brasília onde
estava presente representantes de várias Centrais Sindicais (segue a matéria
abaixo que saiu no Portal R7).
A CONTAG já solicitou um Audiência com o novo ministro
para que nossa posição quanto MSTTR seja respeitada.
Em
sua primeira reunião com lideranças de centrais, ministro foi cobrado pelo
tema.
O
ministro do Trabalho, Brizola Neto, disse nesta terça-feira (8) que pretende
criar novas regras para regulamentar o registro sindical. Em sua primeira
reunião com lideranças de centrais sindicais, o ministro foi cobrado a respeito
do assunto pelos dirigentes, que afirmam haver uma "fábrica de
sindicatos" no País.
—
Queremos acabar com a fábrica de sindicatos fantasmas, sem representatividade.
O ministro ressaltou que a falta de regras claras sobre a questão enfraquece a
legitimidade de sindicatos "de lutas históricas". Somente no ano
passado, o ministério recebeu pedidos para a criação de mais 1,2 mil
sindicatos. De acordo com Brizola Neto, existem hoje quase dez mil sindicatos
em todo o País.
O
ministro destacou que atualmente a criação de sindicatos segue normas
estabelecidas pela portaria 186 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Segundo ele, essa portaria permite a "subjetividade".
— Queremos regras claras, sem a subjetividade muito grande. Queremos regras
específicas para que o registro sindical siga um padrão.
Os
sindicatos já criados não correm nenhum risco, assegurou o ministro. "O
que está criado se mantém", disse ele, ressaltando que apenas a partir das
novas regras é que haverá mudanças para novas entidades. Brizola Neto afirmou
que receberá sugestões das centrais sindicais nos próximos 30 dias. Depois de
agregar as propostas, ele pretende reunir novamente as centrais para discutir o
assunto.
Brizola
Neto reconheceu que o Ministério do Trabalho perdeu representatividade nos
últimos anos. Ele foi cobrado dessa perda de espaço pelo presidente da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique.
— Nós dissemos que o Ministério do Trabalho tem um papel absolutamente
importante de resgatar o protagonismo no sentido de construir propostas e
intervir na realidade do mundo do trabalho
O
ministro concordou com a visão do líder sindical.
— Eu acho que o Ministério do Trabalho deixou de participar da discussão de
questões fundamentais como a desoneração da folha de pagamento e deslocamento
da contribuição previdenciária para o faturamento, das mesas nacionais e do
Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego)
também.
Apesar de reconhecer as críticas lançadas por
Artur Henrique, Brizola Neto não culpou seus antecessores por essa perda de
representatividade do ministério do Trabalho. Participaram da reunião, além de
Artur Henrique, da CUT; representantes da Força Sindical, da CTB e de outras centrais sindicais.
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